Relembrar

Pensar em escrever sobre o que já passou, contém alguns desafios: relembrar de tudo e fazer pessoas queridas voltarem no tempo, mexer com sentimentos que estavam adormecidos e, além disso, surpreender a alguns conhecidos que por, incrível que pareça, não sabiam que tive câncer. Fiquei bastante surpresa com a repercussão do blog, pois de imediato comecei a receber inúmeras mensagens de amigos, conhecidos e, para minha felicidade, mensagens de pessoas que ainda não tenho contato. Não as conheço por um lado, mas muitas das vezes abro suas fotos e logo vejo que algumas delas ainda estão em tratamento e então sinto que de alguma forma estamos ligadas. Pelo números de acessos, sei que outros estavam lendo, mas quando recebo essas mensagens carinhosas, fico muito emocionada. Automaticamente abro um sorriso, muitas vezes em meio a lágrimas, pois me mostra que tudo está valendo a pena. Relembrar de tudo às vezes dói, mas nada comparado à sensação de felicidade em LEIA MAIS [...]
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Virando o Jogo

Sábado passado fui assistir ao jogo do CRPP, Clube de Regatas Pés de Pano, time de futebol dos meus amigos do colégio. Há um campeonato de ex-alunos que eles participam e vou lá algumas vezes pra torcer e, claro, encontra-los também. Trata-se de uma confraternização pois podemos rever amigos que se formaram em vários anos diferentes, mas se tratando do esporte mais popular do país, rivalidade sempre está em jogo. Cheguei uns 20 minutos antes de começar, fui cumprimentando quem estava e aos poucos os jogadores iam chegando. Nesse dia o time ia jogar quase completo, contando com os titulares e ainda 4 reservas. O campeonato acontece durante o ano todo, sendo mais de 30 times, por isso é bem disputado e realmente difícil de ganhar. O juíz apitou e a bola começou a rolar. O time estava bem coeso, dominando o jogo e pressionando o adversário. Porém, em um belo chute o oponente abriu o placar. O jogo seguiu essa dinâmica, mas outras 2 boas jogadas deles fizeram o placar LEIA MAIS [...]
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Quarto de hospital

Quando me internei num domingo fui preparada com minha mala de mão e nela alguns livros, uma bíblia, um pijama azul quentinho que a avó do Caio tinha me dado e coragem, muita coragem. Fiz a papelada junto a minha família e logo fui encaminhada para o quarto que seria compartilhado com mais 5 pacientes. Andando naqueles corredores o hospital parecia tão grande, pouco cuidado, mas as pessoas que encontrei ali foram pessoas sábias, de fé e cheias de amor. Fiquei numa cama perto da janela. Estávamos no inverno e, apesar de estarmos no Rio de Janeiro, fazia muito frio. Minha mãe logo deixou minha cama o mais aconchegante possível, com a colcha e travesseiro que havíamos levado. Eles tiveram que ir embora ao anoitecer e eu logo pusera meu pijama azul de plush e deitei o mais aquecida que pude. Ao meu lado uma senhora rezava alto e às vezes entoava algum cântico evangélico que me trazia paz. Ao outro lado, perto da porta, uma jovem loira com um sorriso enorme era muito LEIA MAIS [...]
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