Sobre a solidão…
Algumas vezes sinto que estou só no mundo. Não devo estar completamente errada, já que existe sim uma solidão em ser você mesmo.
A dor, a tristeza, a esperança, o medo, a alegria… tantas sensações que navegam dentro de um oceano interno e particular que por mais que sejam sentimentos compartilhados, a verdade é que cada um sente diferente.

O dia a dia vai nos entretendo com tanta coisa, mas às vezes rola aquele momento e puft: você se sente um pequeno ser sozinho na imensidão do universo. Você se abraça, deita na sua cama e de forma imediata o corpo se coloca em posição fetal. Ah, até que isso te aconchega um pouco e te faz sentir mais protegido. Mas protegido de que? Da solidão?
Parece que esses momentos acontecem quando nós mesmo estamos cansados de nos fazer companhia. Quando nos afastamos de nós mesmo e deixamos que outros nos completem e nos deem a presença tão necessária da amizade à nossa alma. Mas ninguém pode ser o melhor amigo dela, se não a gente. Por que então nos afastamos e deixamos tudo com cara de vazio?
Acredito que quando tudo isso ocorre, quando a solidão verdadeira do individualismo pessoal fica em evidência, é quando muitas coisas acontecem. Esse momento traz consigo uma autoanálise profunda que inevitavelmente te mostra caminhos mais importantes e urgentes. Você precisa andar por esse ou esses caminhos e se sentir acolhido por si próprio a ponto de continuar e se estimulado a avançar na caminhada.
Quando o próximo passo começa também ocorre que você deixa coisas, claro, você está seguindo outra alternativa no mapa, seguindo uma nova rota e isso pode gerar outros sentimentos. Mas não a solidão.
Bom, talvez outro tipo de solidão, mas não aquele que te faz sentir tão só ao ponto de não perceber que há companhia em si mesmo.