Outubro Rosa

As coisas mudaram de 3 meses pra cá. Em vários sentidos. Pra gente. E talvez pra muito mais gente.

Abrimos a janela da nossa alma para contar nossa história e seus arredores; sem floreios, sem apelos, em toda sua beleza e tristeza. Essas verdades e lembranças, obviamente, mexeram com nossos sentimentos e abriram um canal até então inexistente ou inexplorado.

Essa abertura nos proporcionou situações que nós chegamos a prever, mas que quando ocorreram nos dão um misto de sensações pelo objetivo alcançado com preocupação de estar fazendo certo. 

Amigos e até pessoas antes desconhecidas se sentiram confortáveis de abrir suas próprias janelas e dividir um pouco de seus momentos. A maioria só por esse fato: dividir.

Anteontem (sábado) estivemos em um grande festa e a primeira reação de alguns amigos e conhecidos ao nos cumprimentar foi falar a respeito do blog. 

Festa e nosso blog combinam? Achamos que sim. E hospital? Também. Sorriso? Com certeza. Choro? Não tem como fugir.

Porque assim foi o câncer e seus desafios. Ele não se apresenta fora da nossa vida normal, não é um ente externo que vamos enfrentar em certos momentos ou deixar que se apodere de nós. É um “desafio” difícil sério, como tantos, que perpassa todos os aspectos da nossa vida.

Mas nós precisamos de signos que nos remetam a algo. Assim, por exemplo, é o Outubro Rosa. Campanha mundial que trata da prevenção e tratamento do câncer de mama. Nesse período é colocado (algumas vezes literalmente) um holofote rosa sobre o assunto para que sua repercussão gere informação e conscientização a respeito.

No dia 29.06 nós decidimos que nosso ano seria rosa. Nossa vida seria rosa. Não na cor, mas em seu propósito. As lembranças e marcas de uma experiência como essa não se dão somente em 1 mês, são para toda a vida. 

Remexe-las com frequência nos fez derramar algumas boas lágrimas a mais e também abrir largos sorrisos. Tivemos mais orgulho de tudo e também sentimos o peso do alcance obtido, pessoas em 192 cidades no mundo tiveram algum contato com a nossa história. E é uma exposição densa, profunda que nos propomos e temos tentado desenvolver.

Queremos agradecer o caminho até aqui e dizer que seguiremos sendo verdadeiros, levando esperança através de nossos frasquinhos, com a visão do nosso copo sempre meio cheio e cientes do compromisso que assumimos.

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“E uma vez lançada, a palavra voa irrevogável.” Horácio

 

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Bem vindos à nossa janela!

Quem nunca ouviu a história do copo meio cheio e meio vazio? Trata-se da análise de uma mesma situação sobre duas perspectivas bem diferentes e, só esse fato, já provoca conseqüências distintas.

Bom, acreditamos que você esteja se perguntando do que é esse blog, o porquê do nome e tantas outras possíveis dúvidas.

Queremos deixar claro, primeiro, que não temos a pretensão de expor conteúdos de autoajuda ou conselhos, mas sim momentos reais vividos por nós que talvez façam algum sentido na sua visão. Na verdade, só o fato de estarmos registrando-os aqui faz muito sentido pra gente.

Lembra da Penseira do Harry Potter? Funcionava mais ou menos assim: algumas lembranças eram retiradas da mente e guardadas em frasquinhos. Quando quisesse ter acesso a elas ou compartilha-las, bastava despejar na Penseira o conteúdo desse frasco e então você era imerso naquela lembrança.

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Nossa proposta é essa. Vamos fazer deste ambiente a nossa Penseira e compartilhar com vocês alguns dos nossos momentos, que vamos chamar carinhosamente de frasquinhos. Inclusive, especialmente para essa estreia, nós já vamos liberar outro amanhã, assim fique à vontade se quiser mergulhar neles.

Muitas vezes os momentos adversos são aqueles que nos proporcionam os maiores aprendizados. Vamos falar de várias situações, mas com base na experiência de uma doença que dizem muitas vezes afastar as pessoas, mas somente nos uniu.

Uma linda janela será aberta, a janela da nossa alma. E dela, várias paisagens serão mostradas, porém cabe a você vislumbrar a beleza presente em cada uma.

Caio Barreto e Linda Rojas

vista da janela

“…mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim”

Cecília Meireles

 

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