Agora casada!

Um dos meus grandes objetivos é deixar algum legado na Terra. Exemplos de bem. Casar sempre foi, para mim, um princípio de família, de união, respeito e amor ao próximo. O matrimônio é um dos momentos que você se pega amando um “estranho” e decidindo compartilhar toda sua vida com ele e, de verdade, não tem nada mais generoso do que isso.

O grande lance disso tudo e está tão intrínseco que mal nos damos conta é que é o maior exemplo de sociedade que vivemos. Aprendemos a ter regras, a ceder em prol do outro, a compartilhar, a administrar, a educar e outros inúmeros benefícios que sabiamente estão presentes, quase de maneira subliminar. Somos quase um Estado e ali, dentro de casa, se ganham muitos valores para continuar uma jornada a nível global, assim fazemos partes desse mundo. Assim formamos o mundo.

Concluo então que esse rito vai muito além da assinatura de um documento. É um ato sagrado!

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O ato de organizar o casamento me foi precioso, de luta, conquistas e nossa…como fui agraciada. Durante o processo, precisei fazer a primeira comunhão, que havia deixado de lado quando pequena. A catequese para adultos demora mais ou menos 1 ano. Não tinha esse tempo, o casamento estava próximo. Foi assim que começaram meu encontros, junto ao Caio, com Dom Bento (monge responsável pelos casamentos no São Bento) e logo de cara você percebe que a espiritualidade dele supera a humanidade. É um homem que passa luz e em cada palavra que diz sai vida. Isso tudo, fez com que estivéssemos envoltos num universo de bençãos, de paz e amor, antes mesmo do nosso sacramento. Falamos sobre Deus, sobre a grandiosidade do universo, sobre bondade e justiça. Tivemos a honra de sermos preparados e ungidos para dias depois, diante do altar e de nossos familiares, convidados e, claro, diante de Deus, prometermos nos amar e nos respeitar.

A cerimônia foi a coisa mais linda que já vi. O dia estava incrível, pessoas amadas vieram de longe, familiares que não se reuniam há anos, amigos…ah, eram poucos e bons!

Quando estava parada em cima da rosa dos ventos (que fica na entrada do Mosteiro), com meu pai ao meu lado (este foi o primeiro casamento que foi, logo o da sua filha), de braços dados, após uma oração de Dom Bento, minhas pernas ficaram bambas. Queria chorar, mas sabia que se começasse não conseguiria parar. As portas se abriram e pude ver a imensidão de amor que estamos rodeados, pude ver minha mãe, que é meu centro de força, minha família que com muito esforço fizeram de tudo pra estar ao meu lado (muitos moram no Chile, EUA e em outras regiões do Brasil), pude ver o amor da minha vida, com o seu sorriso característico, mas desta vez tinha algo mais, havia sonhos ali. Seus olhos brilhavam e enquanto me aproximava, por um segundo pensei que estava flutuando e que aquilo era um sonho.

Quando cheguei diante dele vi que tudo aquilo estava acontecendo mesmo, o nosso amor estava maior do que nunca e me senti muito especial por estar vivendo tanta graça. De ter tanta sorte!

A pequena recepção que preparamos ficou gigante com tanta animação, pessoas queridas e felicidade que estava naquele lugar. Foi lindo!!

Vamos reviver cada momento por muitos e muitos anos, até Caio e eu ficarmos bem velhinhos e já tivermos contado tudo para nossos filhos e netos. Quando mais uma missão nossa estiver cumprida e tenhamos conseguido deixar um exemplo como este para as nossas próximas gerações.

Com amor, muito amor!

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