Escolher ser forte por Clara Barros

Era aniversário do meu marido, quando a Linda chegou na festa com o cabelo diferente e eu comentei que tinha adorado o novo corte. Ela então me chamou num canto e, com um aquele sorriso lindo no rosto, falou: “é uma peruca”. Três segundos de choque… e Linda, com muita serenidade me contou cada detalhe. Eu já sabia que o que eu passei fisicamente nem chegava perto do que a Linda estava enfrentando. Mesmo assim, quis contar a minha experiência a ela. Porque sempre acreditei que, quando temos exemplos positivos próximos e compartilhamos experiências como essa, as energias e esperanças se renovam. Alguns anos antes daquele encontro, ansiosa como sempre fui, abri sozinha o resultado do exame: uma punção da tireoide. Estava chegando em casa e não entendi o que significava "carcinoma papilífero", então liguei para uma prima. Quando eu ouvi que se tratava um tumor maligno, um câncer, as lágrimas nem escorreram, simplesmente pularam dos meus olhos. Cinco minutos depois, LEIA MAIS [...]
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Direto ao Ponto

Uma comunicação clara é fundamental para qualquer tipo de relação: de família, casal, amizade, sociedade e profissional. E, claro, vale também para a relação médico e paciente e todo o processo, em nosso caso, do enfrentamento do câncer. Aliás, uma frase que frequentemente uso no trabalho e aprendi de um professor na faculdade é que "Comunicação não é o que você diz; é o que os outros entendem." Destaco aqui 2 momentos que esse tópico foi super importante: 1 - ao saber da notícia (timing) O Doutor Jorge (citado nesse último post) foi quem estava acompanhando os primeiros passos do tratamento e ficou incumbido de nos dar a notícia. Porém, de forma muito sábia e carinhosa, o fez somente na segunda-feira, mesmo sabendo do resultado em uma sexta. Ele nos disse que de nada adiantaria dar a notícia no dia que soube, visto que não iríamos poder tomar nenhuma providência sábado e domingo, além de dar margem para especulações, possíveis informações vindo LEIA MAIS [...]
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Acompanhamento de rotina

Como vocês sabem, continuo em acompanhamento médico, mesmo depois de 4 anos da doença. Sou observada por duas especialidades e na segunda feira foi dia de Mastologia. Antes encontrava com mais frequência o doutor Augusto, mas agora acabo sendo atendida por médicos residentes. O dia da consulta sempre é meio desgastante, fisicamente, pois o hospital fica longe de casa, mas também mentalmente. Acho que se juntam muitas lembranças intensas e por um momento parece que voltamos àquela rotina de tratamento. Levantamos, reunimos todos os exames que fiz nesses últimos meses e fomos. O caminho não parece tão longo quanto era naquela época. Agora consigo reparar mais na paisagem, nas casas, nas pessoas. Quando já estamos nos aproximando, posso ver o hospital que apesar de ter tido uma parte demolida, continua enorme. Fiquei contente em perceber que tinham arrumado o teto da entrada. No quarto andar aguardamos nossa vez. Muitas vezes esse é o tempo de ir nos outros andares. LEIA MAIS [...]
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