O nome dela é Linda

Deve ser engraçado ter um nome que é um adjetivo. Às vezes pode até ser problemático. Mas quando remete a algo tão bom e que faz tanto sentido, se torna especial, único.

Sim, quando eu conheci a Linda também rolou aquela cara de dúvida/admiração. Dava pra perceber que ela não seria do tipo que brinca na hora que se apresenta, por isso a pergunta “esse é mesmo seu nome?” não foi necessária.

Mas situações engraçadas aconteciam. Quando a apresentava para os meus amigos, alguns faziam uma expressão ou até falavam “que fofo!” querendo brincar comigo. Nessa hora explicava que era realmente como se chamava e então havia uma mistura de constrangimento com simpatia no ar.

Sim, a Linda é brasileira meio chilena. Nasceu no Brasil, seus pais são chilenos e ela se comunica em espanhol com eles em casa, sendo assim nativa (repare que é além de fluente) em português e espanhol.

Por que estou falando isso?
Muitos associam seu nome a algo que possa ser comum em outro país. Mas não! A história é bem diferente.

Seu pai sempre admirou a Linda McCartney, mulher do Paul McCartney, dos Beatles. E então num rompante de alegria com inovação durante seu nascimento teve a ideia de registra-la como Linda. Com o aval da minha sogra nascia então uma marca.

Linda Mccartney
Linda Mccartney

Aliás, nosso nome nada mais é do que nossa marca, certo? Carrega consigo a história da família através do sobrenome e é algo que se torna tão presente em nossas vidas.

O fato é que essa união de um adjetivo incomum com um sobrenome chileno em pleno Brasil gerou algo marcante.

Acredito que ela deve ter sofrido quando era mais nova, mas com a maturidade veio também a admiração pelo seu nome.

E ele se tornou útil em vários sentidos. Forte, fácil de gravar e diferente, o que ajuda na identificação. Como sabem o tratamento foi feito no Hospital Universitário da UFRJ, no Rio, então haviam ali muitas mulheres passando pela mesma situação, mas o fato dela ser mais nova que a maioria (o que era mais raro) e ainda com esse nome fez com que rapidamente se tornasse conhecida entre as enfermeiras e demais funcionários.

E sim, isso foi importante. Você se sentir acolhido por “desconhecidos” enquanto está passando por uma situação como essa traz mais motivação para seguir em frente.

Como disse no início, um adjetivo que se encaixa perfeitamente. Ela é linda em vários sentidos: caráter, força, luz, beleza e, pra completar, em seu nome.

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Minha Linda 🙂

 

 

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Mulheres

Outubro está chegando!  Não custa lembrar que nesse período é realizada a famosa campanha do Outubro Rosa que tem por objetivo a conscientização em torno da prevenção e tratamento do câncer de mama. Mas o post de hoje não é dedicado a esse movimento, mas sim às protagonistas dele: as mulheres.

Acompanhei de perto a suspeita, o diagnóstico, as cirurgias, as sessões de quimioterapia, de radioterapia e o pós, do caso da Linda. Principalmente durante o tratamento, tive contato também com histórias de outras mulheres que estavam passando por situação similar e, agora com nosso projeto, novamente.

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É um período difícil, pois além da parte médica, é uma doença que mexe com a auto estima da mulher e o psicológico é fundamental para a recuperação. Elas tem toda minha admiração e respeito pois são verdadeiras guerreiras para enfrentar  esse período e, muitas vezes, ainda conciliando com seus trabalhos e outras responsabilidades. Sempre que vejo uma mulher com lenço na cabeça, sinto uma vontade de dizer que, de certa forma, sei o que ela está passando e desejar muita força para seguir em frente.

Quando digo “mulheres”, peço que não entendam de uma forma distante, pelo contrário. Mulheres são mães, irmãs, avós, tias, primas, sobrinhas, namoradas, noivas, esposas e amigas. De amigos, de colegas de trabalho e nossas, claro.

E sobre todas elas, nós homens temos responsabilidade. De cuidar, estar junto e ajudar com o tudo o que for possível e necessário, compreendendo o momento difícil e encarando-o com a seriedade e dedicação que ele exige.

A cor rosa do movimento é em homenagem a elas, mas convidando todos a participarem. Informação nunca é demais e hoje em dia está amplamente disponível, por isso podemos aprender mais a respeito.

Quando conseguirmos de fato compreender que uma mulher em tratamento representa um círculo de pessoas junto a ela que estão envolvidos na questão, certamente estaremos mais próximos de êxito.

Sempre que um desafio é posto à nossa frente, nós podemos ter diversas posturas. A que eu defendo: sejamos parte da solução. Que sejamos participativos e não nos eximamos. Por isso repito: sejamos, homens, parte da solução.

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Músicas

Nossos sentidos são estimulados a todo momento e, assim, geram memórias. Afinal, quem nunca se lembrou do sabor de um prato especial? Ou então do perfume de um encontro marcante? Das cores de uma paisagem deslumbrante vista em uma viagem? Ou ainda da textura de uma roupa exclusiva para um evento?

Pois é, eles fazem uma conexão com situações da nossa vida. Hoje, vou contar duas delas que ocorreram relacionadas à audição.

Não é novidade para ninguém que as músicas tem poder de nos levar a diversos sentimentos, sendo capazes de nos concentrar, emocionar, vibrar e até incomodar. Então relato o momento que ouvi pela primeira vez duas músicas que me fizeram lembrar de todo o processo vivido junto à Linda.

Há mais ou menos um ano e meio, de manhã cedo, antes de ir para o escritório, recebo uma mensagem da Linda no whatsapp com o link de um clipe. Despretensiosamente, eu abri e comecei a ver. As lágrimas foram inevitáveis. Eu estava despreparado para o que vinha, as imagens me remetiam a momentos nossos do dia a dia e o refrão da música ao que a gente acreditava. Fui tomar banho e eu, que costumo ser mais frio, chorei e MUITO. Não era um choro triste, nem feliz, talvez de alívio por tudo aquilo e também por ter me dado conta de que poderia aproveitar mais momentos ao lado dela.

Então saí do banheiro, me arrumei e fui mostrar a minha mãe o clipe, na época eu morava com ela. Imediatamente seu nariz inchou, os olhos se avermelharam e as lágrimas novamente desceram. Ela também se emocionou demais.

Vocês devem estar curiosos pra saber qual a música, certo? Pois então, segue abaixo:

A segunda música foi em uma situação bem diferente. Havia ido a uma degustação de buffet e open bar junto a clientes para uma formatura que estava produzindo, isso foi em maio desse ano. Ao chegar em casa, liguei a TV e botei no Youtube, hábito que tenho para que o ambiente tenha som e mais “vida”. Gosto muito de reggaeton, um ritmo latino que faz muito sucesso nos países de língua espanhola. No Brasil, aos poucos está se popularizando, mas lá é uma febre! E como a Linda é meio brasileira, meio chilena, acaba servindo também para eu praticar o idioma.

Quando você bota uma música no Youtube, existe a opção de ir passando para uma outra relacionada logo em seguida. Foi então que veio uma que não conhecia e o clipe começava de uma forma um pouco diferente e isso me atraiu. Ouvi e olhei atentamente e fiquei encantado com a mensagem que era passada. Sim, remetia diretamente ao câncer, mas de uma maneira que me deixou sorrindo ao final dele. A Linda estava vindo e estava ansioso para mostrar a ela, mas até isso acontecer eu coloquei o clipe várias vezes para aprender a letra.

Ao chegar, a chamei para sentar no sofá e então assistimos juntos. Seus grandes olhos ficaram mareados, mas com uma emoção terna, calma.

Segue abaixo para que vejam também:

 

Ao pensar nesse texto, percebi também a importância e o alcance que um artista pode ter. O discurso transmitido através de um vídeo e música como esses que repercutem milhões de vezes, tem um papel social fundamental. Fico feliz de ver obras tão bem executadas e que tenham um propósito tão positivo chegarem a essa escala.

Espero que gostem das músicas! E caso tenham alguma especial também, por favor nos contem 🙂

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